A dois anos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, o Time Brasil chega à metade do ciclo olímpico com conquistas importantes e sinais de renovação em diferentes modalidades.
Após o bom desempenho em Paris 2024, o país iniciou uma nova etapa de preparação com destaque para atletas que já estavam entre os principais nomes do esporte brasileiro e para uma geração que começa a ganhar espaço no cenário internacional.
Hugo Calderano lidera momento histórico do tênis de mesa
(Foto: Wander Roberto/COB)
Hugo Calderano vive um dos principais momentos de sua carreira e aparece como um dos principais nomes do Brasil no início do ciclo olímpico. Atual número 9 do mundo, o brasileiro fez história ao conquistar a Copa do Mundo de tênis de mesa, em Macau, tornando-se o primeiro atleta das Américas a levantar o troféu. Além disso, foi vice-campeão mundial em Doha e conquistou três etapas do circuito WTT.
Calderano também ganhou destaque nas duplas mistas ao lado de Bruna Takahashi, grande nome brasileiro na disputa feminina. A dupla chegou à segunda posição do ranking mundial da modalidade e reforçou a força do país no cenário internacional.
João Fonseca desponta como esperança no tênis
Foto por MAURO PIMENTEL / AFP
O tênis de quadra brasileiro ganhou um grande protagonista para LA 2028. Aos 20 anos, João Fonseca ocupa a 26ª colocação do ranking mundial, sendo o segundo atleta mais jovem a estar no Top 50 da ATP. O carioca fez história neste ano após chegar nas quartas de finais de Roland Garros, feito que ninguém havia conseguido desde 2004, com Guga. Além disso, o brasileiro passou por Novak Djokovic durante sua jornada no Grand Slam.
O presidente da Federação Paulista de Tênis, Danilo Gaino, destacou a ascensão de João na modalidade e sua importância no futuro do esporte no país.
“João Fonseca representa uma nova geração que chega com muita força e mostra que o tênis brasileiro tem capacidade de formar atletas para competir no mais alto nível. Resultados como o dele ajudam a renovar o interesse pela modalidade e inspiram crianças e jovens que estão começando no esporte. Para o próximo ciclo olímpico, ter um atleta desse nível em ascensão é muito importante para o desenvolvimento e para as perspectivas do tênis brasileiro”.
Surfe segue entre as grandes forças do país
(Foto: Thiago Diz/WSL)
O surfe masculino segue como uma das principais forças do Brasil no ciclo para Los Angeles. Yago Dora conquistou seu primeiro título mundial da WSL em 2025, enquanto Ítalo Ferreira, campeão olímpico em Tóquio, lidera o ranking mundial na atual temporada. Gabriel Medina, bronze em Paris 2024, também voltou ao circuito após se recuperar de uma lesão no ombro.
Entre as mulheres, Luana Silva aparece como principal destaque brasileiro e chegou a liderar o ranking mundial. Tatiana Weston-Webb, medalhista de prata em Paris, por sua vez, está afastada das competições para se dedicar à filha e tem previsão de retorno ao circuito mundial em 2027.
Rayssa Leal busca ouro inédito em Los Angeles
Foto: Divulgação / SLS Brasil
Rayssa Leal também começou o novo ciclo em alta. A skatista conquistou o título do SLS Rio Takeover e chegou à quinta vitória desde o início da preparação para Los Angeles 2028. A brasileira, porém, precisou lidar com uma lesão no joelho direito que a afastou das pistas por três meses.
Após conquistar a prata em Tóquio e o bronze em Paris, Rayssa terá em Los Angeles a oportunidade de buscar a medalha de ouro olímpica inédita. O skate masculino também aparece entre as modalidades com boas perspectivas para o Brasil, especialmente no park, que conta com diversos atletas entre os melhores do mundo.
Vôlei feminino passa por renovação
Foto: Divulgação/ Volleyball World
O vôlei feminino brasileiro passou por um processo de renovação após os Jogos de Paris e manteve resultados expressivos no início do novo ciclo. A Seleção Brasileira foi vice-campeã da Liga das Nações em 2025 e 2026 e terminou o Campeonato Mundial de 2025, disputado na Tailândia, na terceira colocação.
A equipe comandada por José Roberto Guimarães chega à segunda metade do ciclo com uma formação renovada e busca consolidar a nova geração até Los Angeles. A integração entre atletas experientes e jovens jogadoras é um dos principais desafios da Seleção na preparação para 2028.
Entre 8 e 13 de setembro deste ano, as brasileiras voltam à quadra para o Sul-Americano, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A competição vale vaga para os Jogos de 2028.
Basquete volta a apresentar resultados expressivos
Foto: Divulgação / @basquetebrasil
No basquete masculino, o Brasil também apresentou resultados importantes. A Seleção conquistou o quinto título da Copa América em 2025, em uma campanha marcada por uma vitória de virada sobre os Estados Unidos e pela revanche contra a Argentina na decisão.
O basquete brasileiro também teve destaque no cenário universitário. A equipe nacional conquistou o ouro nos Jogos Mundiais Universitários de Rhine-Ruhr, em 2025, encerrando um jejum de 62 anos na competição. O resultado reforçou a expectativa sobre uma nova geração que pode ganhar espaço no ciclo para Los Angeles.
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Campeãs olímpicas administram retorno
O período entre Paris 2024 e Los Angeles 2028 também foi marcado por pausas de algumas das principais campeãs olímpicas brasileiras. Rebeca Andrade, Beatriz Souza e a dupla Ana Patrícia e Duda passaram por períodos de descanso e ajustes após o desgaste dos Jogos de Paris.
Rebeca, maior medalhista olímpica da história do Brasil, voltou às competições em 2026 e já apresentou resultados de destaque. Beatriz Souza reduziu o ritmo de competições internacionais em 2025, enquanto Ana Patrícia e Duda precisaram conciliar períodos de pausa com compromissos esportivos e questões físicas e pessoais. A expectativa é que as três frentes voltem a estar em plena atividade na reta final do ciclo.
Brasil mira superar marca histórica
Com dois anos ainda pela frente, o Brasil inicia a segunda metade do ciclo olímpico com uma combinação de atletas experientes e nomes que podem disputar seus primeiros Jogos. O desempenho recente aponta para boas perspectivas em modalidades como surfe, skate, judô, boxe, taekwondo e atletismo.
A preparação, porém, ainda terá mudanças até 2028. O objetivo do Time Brasil será transformar os resultados conquistados nesta primeira metade do ciclo em desempenho olímpico e buscar, em Los Angeles, superar a melhor marca do Time Brasil, nas Olimpíadas de Tóquio, disputada em 2021, com 21 medalhas conquistadas.
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