O Santos garantiu a classificação às oitavas de final da Copa Sul-Americana ao vencer a UCV por 4 a 2, na Vila Belmiro. O placar agregado de 8 a 3 transmite tranquilidade, mas a atuação mostrou que a equipe de Cuca ainda alterna bons momentos com falhas que preocupam para a sequência da temporada. A superioridade técnica foi suficiente para confirmar a vaga, porém não para esconder problemas que voltaram a aparecer.
Depois de construir uma vantagem confortável na Venezuela, o cenário era ideal para um jogo controlado. O que se viu, porém, foi um Santos que entrou desconcentrado e pagou caro logo na primeira jogada. A falha de Adonis Frías, que originou o gol de Samuel Sosa antes do primeiro minuto, mudou completamente o roteiro da partida e fez o Peixe atuar sob pressão contra um adversário tecnicamente inferior.
O problema, no entanto, não se resumiu ao erro do zagueiro. O Santos demorou para se reorganizar, acelerou jogadas sem necessidade e confundiu posse de bola com controle do jogo. A equipe tinha a bola, rondava a área adversária, mas encontrava dificuldades para transformar esse domínio territorial em chances realmente perigosas.
PARTIU OITAVAS!
Com gols de Miguelito, Gabigol, Gabriel Menino e Rony, o Peixão volta a vencer a UCV e garante a vaga nas oitavas da CONMEBOL #Sudamericana! pic.twitter.com/rHApEPq3LG
— Santos FC (@SantosFC) July 29, 2026
Barreal era quem mais conseguia criar desequilíbrios pelo lado esquerdo, Miguelito dava mobilidade ao ataque e Gabigol participava bastante das jogadas, mas o conjunto ainda parecia ansioso. O empate do boliviano, já na reta final do primeiro tempo, foi importante para aliviar a tensão e impedir que a vantagem construída no jogo de ida começasse a ser colocada em dúvida.
Mudanças reorganizam o Santos no segundo tempo
A mudança de postura veio depois do intervalo. As entradas de Neymar, Gabriel Bontempo e Lucas Veríssimo deram novo ritmo ao time, mas a melhora foi coletiva.
O Santos passou a circular a bola com mais rapidez, ocupou melhor os espaços entre as linhas da UCV e atacou com muito mais aproximação. A equipe deixou de insistir apenas em jogadas individuais e encontrou alternativas para envolver a defesa venezuelana. Não por acaso, a virada aconteceu com naturalidade, e o adversário passou a ter dificuldades para acompanhar a intensidade santista.
O segundo tempo também mostrou um Santos mais agressivo na recuperação da bola e mais confortável para sustentar a pressão. Barreal cresceu na partida, Gabigol foi mais participativo dentro da área e Gabriel Menino apareceu bem para completar a jogada do terceiro gol. A equipe finalmente conseguiu transformar a superioridade técnica em domínio do jogo, algo que não havia acontecido nos 45 minutos iniciais.
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