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Análise: Santos sucumbe ao Palmeiras e precisará de reação histórica na Copa do Brasil

O Santos teve uma de suas atuações mais preocupantes da temporada na derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Nubank Parque, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Se durante parte do primeiro tempo o Peixe conseguiu ao menos limitar o rival, o cenário mudou completamente após o primeiro gol. A equipe de Cuca perdeu organização, ofereceu espaços e não conseguiu reagir.

Sem Neymar e com Gabigol inicialmente no banco, Cuca apostou em Rollheiser, Barreal e Caballero no ataque. A proposta até funcionou defensivamente nos primeiros minutos. O Santos fechava espaços, tentava acelerar quando recuperava a bola e encontrou sua melhor oportunidade em uma chegada de Igor Vinícius. Faltava, porém, maior capacidade para sustentar a posse e incomodar Carlos Miguel.

Primeiro gol desmonta o Santos

O equilíbrio durou até os 34 minutos. Andreas Pereira encontrou Flaco López entre as linhas, e o argentino aproveitou o espaço entre Luan Peres e Lucas Veríssimo para abrir o placar. O lance evidenciou um problema que se tornaria recorrente: quando o Palmeiras conseguiu acelerar e atacar os espaços, a defesa santista sofreu.

A reação após o gol foi ainda mais preocupante. Em vez de manter o plano e chegar ao intervalo com uma desvantagem mínima, o Santos se desorganizou. Arias cresceu pelo lado direito do ataque palmeirense, o Peixe passou a chegar atrasado nas disputas e o segundo gol parecia questão de tempo.

Ele veio antes do intervalo. Após finalização de Marlon Freitas e rebote de Brazão, Andreas Pereira apareceu livre para marcar. Em dez minutos, o confronto se transformou em uma enorme vantagem palmeirense.

Mudanças não provocam reação

Cuca tentou mudar o panorama com Gabigol, Rony e Bontempo, mas o Santos voltou ainda pior para a etapa final. Os erros técnicos aumentaram, a saída de bola se tornou insegura e o Palmeiras encontrou campo para contra-atacar.

Giay e Mauricio desperdiçaram duas oportunidades claríssimas antes de Flaco López marcar o terceiro, aos 15 minutos. O atacante venceu Veríssimo pelo alto após cruzamento de Giay e praticamente definiu o clássico.

A partir daí, a diferença entre as equipes ficou evidente. Enquanto o Palmeiras encontrava espaços e poderia ter construído uma goleada ainda maior, o Santos pouco produzia. Rony teve uma das raras finalizações santistas, mas sem exigir defesa de Carlos Miguel.

Derrota vai além do placar

O 3 a 0 é pesado principalmente pelo contexto. Em um mata-mata, o Santos demonstrou pouca capacidade de reação justamente quando mais precisava competir. A ausência de Neymar naturalmente reduz o poder de criação, mas não explica os problemas coletivos apresentados, sobretudo depois do primeiro gol.

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Cuca também sai pressionado pelas escolhas e pela maneira como o time desmoronou durante a partida. O próprio treinador assumiu a responsabilidade pelo resultado e reconheceu que faltaram espírito e alma à equipe.

Agora, o Santos terá de administrar também o impacto emocional da derrota. Antes da missão quase improvável de reverter três gols de desvantagem na Vila Belmiro, o Peixe visita o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Mais do que pensar imediatamente em uma remontada, a prioridade passa a ser recuperar competitividade e dar uma resposta depois de uma atuação muito abaixo do tamanho do clássico.

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