Levantamentos apontam vantagem de 8,5 pontos percentuais sobre os republicanos na disputa nacional. Eleições de meio de mandato acontecem nesta terça-feira (3) e podem limitar a força política de Donald Trump.
Os democratas chegam às eleições legislativas dos Estados Unidos com vantagem nas pesquisas de intenção de voto e perspectivas de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. A votação está marcada para esta terça-feira (3) e também definirá parte da composição do Senado, além de governos estaduais.
Segundo a média de pesquisas do agregador RealClearPolling, consultada em 1º de novembro, os democratas têm 51,8% das intenções de voto na disputa nacional para a Câmara, contra 43,3% dos republicanos. A diferença é de 8,5 pontos percentuais.
O resultado pode representar um desafio para o presidente Donald Trump, que enfrenta índices elevados de desaprovação. A composição do Congresso será determinante para a capacidade do governo de aprovar propostas e conduzir sua agenda política nos dois últimos anos do mandato.
Democratas aparecem com vantagem na Câmara
As projeções eleitorais indicam que os democratas podem alcançar a maioria na Câmara dos Representantes, que possui 435 cadeiras. Para controlar a Casa, um partido precisa conquistar ao menos 218 assentos.
De acordo com o mapa eleitoral da RealClearPolling, 227 cadeiras são atualmente classificadas como favoráveis aos democratas, enquanto 184 aparecem como favoráveis aos republicanos. Outras 24 seguem sem um partido claramente favorito.
Pesquisas de diferentes institutos também mostram vantagem democrata. Um levantamento da NBC News, realizado entre 28 e 30 de outubro, registrou 52% das intenções de voto para os democratas e 45% para os republicanos.
Já a pesquisa Economist/YouGov apontou uma diferença de nove pontos percentuais, com 50% para os democratas e 41% para os republicanos.
As projeções, no entanto, não representam resultados definitivos. A eleição para a Câmara ocorre em distritos individuais, e a vantagem no voto nacional não se traduz automaticamente na mesma proporção de cadeiras.
Disputa pelo Senado continua indefinida
A corrida pelo Senado apresenta um cenário mais equilibrado. Das 100 cadeiras da Casa, 47 são classificadas como favoráveis aos democratas e 45 aos republicanos. Outras oito disputas são consideradas indefinidas.
Entre os estados acompanhados pelas pesquisas, Texas e Alasca estão entre os principais pontos de atenção para os republicanos.
No Texas, o democrata James Talarico aparece com 48,6% das intenções de voto, contra 46,9% do republicano Ken Paxton, segundo a média da RealClearPolling.
No Alasca, a democrata Mary Peltola registra 49,4%, enquanto o senador republicano Dan Sullivan aparece com 48,2%.
Outras disputas também apresentam diferenças estreitas. No Maine, o democrata Troy Jackson tem 49,1%, contra 47% da republicana Susan Collins. Em Ohio, Sherrod Brown aparece com 47,9%, à frente do republicano Jon Husted, com 45,3%.
Como as diferenças são pequenas em diversos estados, o resultado final pode alterar o equilíbrio de forças no Senado.
Desaprovação de Trump chega a quase 60%
A avaliação do governo também chama a atenção na reta final da campanha. Segundo a média da RealClearPolling, 59,4% dos americanos desaprovam a administração de Donald Trump, enquanto 38,8% aprovam.
Uma pesquisa da NBC News, realizada entre 28 e 30 de outubro, apontou 60% de desaprovação e 40% de aprovação. Já o levantamento Reuters/Ipsos, feito entre 22 e 26 de outubro, registrou 64% de desaprovação e 35% de aprovação.
Os números indicam um cenário desfavorável para o presidente, mas não determinam, isoladamente, o resultado das eleições legislativas.
O que está em jogo nas eleições americanas
As eleições de meio de mandato renovam toda a Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço do Senado. A votação também inclui disputas para governador em diferentes estados.
Caso os democratas conquistem a maioria na Câmara, o governo Trump poderá enfrentar mais dificuldades para aprovar projetos e negociar medidas com o Congresso. A oposição também ampliaria sua capacidade de fiscalização sobre o Executivo.
Se os democratas assumirem o controle das duas Casas, poderão exercer maior influência sobre a tramitação de propostas legislativas e a confirmação de indicados pelo presidente para cargos federais.
O resultado da votação desta terça-feira (3) será decisivo para definir a relação entre a Casa Branca e o Congresso até o fim do mandato de Trump, previsto para janeiro de 2029.



