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Lincoln Gakiya é cotado para comandar futuro Ministério da Segurança Pública de Lula

Por Samuel Carvalho 2 min de leitura
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Lincoln Gakiya é cotado para comandar futuro Ministério da Segurança Pública de Lula

Promotor conhecido pela atuação contra o PCC participou de encontro com interlocutores do presidente; criação da pasta depende da aprovação da PEC da Segurança Pública

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente (SP), está entre os nomes cotados para assumir o futuro Ministério da Segurança Pública no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo apuração, Gakiya participou, na semana anterior ao segundo turno das eleições, de um jantar na casa do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula no estado de São Paulo. Durante o encontro, o promotor foi consultado sobre os principais desafios da segurança pública e compartilhou experiências no enfrentamento ao crime organizado.

Gakiya afirmou que não recebeu convite oficial e preferiu não comentar a possibilidade de assumir o cargo. Marco Aurélio confirmou a realização do encontro, mas ressaltou que não houve convite formal. Até o momento, Lula também não havia autorizado seus interlocutores a fazer convites para a futura pasta.

De acordo com a apuração, o promotor teria demonstrado disposição para assumir a função caso fosse convidado.

Criação do ministério depende do Congresso

A criação do Ministério da Segurança Pública está condicionada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Congresso Nacional. A proposta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e seguiu para análise do plenário.

Além de Gakiya, outro nome citado para comandar a pasta é o do ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT). A escolha poderá recair sobre um perfil técnico, com experiência no combate à criminalidade, ou sobre uma figura com maior trajetória política.

Três décadas de atuação contra o crime organizado

Lincoln Gakiya atua no Ministério Público de São Paulo desde 1996 e construiu sua carreira no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das principais facções criminosas do país.

O promotor é considerado uma referência nas investigações sobre a organização criminosa e vive sob escolta armada permanente devido às ameaças recebidas em razão de seu trabalho.

Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em fevereiro de 2019, quando Gakiya participou da articulação para transferir 22 integrantes da cúpula do PCC para presídios federais de segurança máxima, entre eles Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

A operação foi realizada após investigações do Ministério Público apontarem um plano da facção para resgatar lideranças presas na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista. Gakiya foi responsável pelo pedido de transferência.

A possível indicação do promotor ocorre em meio às discussões do governo federal sobre mudanças na estrutura da segurança pública e sobre a ampliação da atuação contra organizações criminosas.

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