O presidente do Comitê Olímpico Polonês (PKOl) foi detido nesta quinta-feira no âmbito da investigação de um grande caso de corrupção vinculado a criptomoedas, informou uma fonte judicial à AFP.
Radoslaw Piesiewicz é suspeito de ter recebido pagamentos pela concessão de contratos de patrocínio do PKOl à plataforma de câmbio de criptomoedas Zondacrypto, que cessou suas atividades.
O governo acusa a plataforma de vínculos com a oposição nacionalista, a máfia e os serviços secretos russos.
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Ministros confirmam detenção
A detenção de Piesiewicz foi confirmada pelo ministro polonês dos Esportes, Jakub Rudnicki.
“Radoslaw Piesiewicz foi detido. Uma pessoa assim nunca deveria ter sido presidente do Comitê Olímpico Polonês (…) Piesiewicz desmoralizou o olimpismo polonês e explorou a imagem dos atletas poloneses”, escreveu o ministro na rede social X.
O ministro do Interior, Marcin Kierwinski, disse que a detenção era um “símbolo da corrupção extrema que afeta o movimento olímpico”, lembrando que Piesiewicz foi apoiado em sua eleição ao PKOl pelo principal partido da oposição, Lei e Justiça (PiS, nacionalista), que permaneceu no poder de 2015 a 2023.
Patrocínio previa premiação em criptomoedas
Piesiewicz é considerado responsável por ter assinado, em nome do PKOl, um acordo de patrocínio com a Zondacrypto, segundo o qual os atletas com boas classificações nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina-2026 seriam recompensados com criptomoedas.
Desde abril, a maioria das federações esportivas da Polônia exigia, sem sucesso, a renúncia do dirigente do PKOl devido a seus contatos com a Zondacrypto.
*Por AFP
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